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Com o fim dos jogos olimpicos, mais uma vez ficamos sem entender como um país tão grande como o Brasil não corresponde a sua grandeza quando o assunto é medalha no peito. Por que nosso atletas não conseguem resultados expressivos quando competem contra países que adotam políticas esportivas.
Quando falamos em falta de resultados significativos no esporte logo setamos para o termo "política esportiva". Atualmente o Brasil não tem um modelo de política para o esporte nacional.
Vejamos: A natação é um esporte familiar. Se o César Cielo ganhou medalha de ouro, o mérito é da família e do esforço que ele fez para chegar lá. O engraçado é que na hora da entrega da medalha tem sempre um membro do Cômite Olímpico Brasileiro se gabando como se aquele resultado fosse fruto de algum esforço desses cômites que só visam $$$ e só lembram dos atletas na véspera dos jogos olimpicos. Outros esportes também se encaixam na mesma situação.
Por outro lado vemos o futebol que não tem a menor graça durante as olimpiadas ganhando horrores com patrocínios e direito de imagem dos jogadores. Alguém viu a canoagem na rede globo? Alguém viu o boxe na rede globo? Alguém viu o pentatlo na rede globo? É isso gente, a própria mídia nacional abandona os atletas que trabalharam durante quatro anos para estar lá para dar prioridade para um esporte que não tem nada a ver com o espírito olímpico. E cá entre nós, esse futebol brasileiro está uma vergonha. Mas não podemos culpar somente a mídia porque tem muito torcedor que tira comida da mesa para poder assistir uma partida de futebol. Como eu comentei no ínicio desse post a única solução para um país mais competitivo no esporte é fazer uma política segura de amparo aos atletas. Com excessão de três ou quatro esportes, os demais são considerados amadores em nosso país. Onde já se viu um boxeador olímpico trabalhar de faxineiro em uma empresa? Uma saltadora ter que trabalhar de artista plástica para pagar as contas e outros tantos.
Quando olhamos no quadro de medalhas nos assustamos com a quantidade de medalhas de China, EUA, Rússia, Japão, Cuba. Mas saibam, esses países tem um modelo de política esportiva e quando olhamos para nosso país observamos que podemos adotar todos esses modelos aqui porque nosso país é grande em todos os quesitos.
Por exemplo, no Japão o esporte é desenvolvido (em sua maior parte) com os trabalhadores das indústrias e é lá que são detectados os novos talentos no esporte japonês. Na China, Rússia e Cuba o esporte é amparado pelo governo e nesse caso o atleta deixa de ser amador para ser profissional trabalhando para o governo. O modelo norte-americano é baseado nos jogos universitários onde os futuros atletas olímpicos são amparados pela universidades em troca de bolsa de estudo.
Agora vamos pensar em quantas indústrias temos aqui no Brasil e que podem apoiar o esporte. Não o apoio a um ou dois atletas renomados para fazer marketing da empresa, mas sim apoiar os próprios funcionários que pratiquem esporte e fazer competições esportivas dentro das empresas para assim detectar os talentos.Alguém pode falar: Ah, mas isso já existe...sim, existe mas é muito, muito, muito pouco o quanto poderia ser.
O apoio governamental também é fundamental. O governo parece que só lembra dos atletas na véspera das competições, mas o dia-a-dia quem banca são as famílias dos atletas. Está mais que na hora do governo investir nos atletas, mas investir na base pois se continuar do jeito que está iremos passar vergonha quando os jogos forem aqui no Brasil. Esse negócio de pagar bolsa miséria não funciona, porque essa merreca que o governo se gaba em ajudar os atletas sequer paga a condução de ônibus durante os treinos. Abre o olho Brasil.
E um modelo que também pode ser adotado no país é o sistema de universidades competitivas no esporte. Nossas cadeiras universitárias são o reflexo do governo, os professores estão na maior comodidade. "O salário vem no final do mês sem muito esforço, to contribuindo para a cultura do país e isso já basta e assim vai indo". Peço desculpa a quem pensa e faz de forma diferente. Mas a verdade é que precisamos pensar e fazer equipes universitárias, criar competições para detectar talentos, criar bolsa de estudos aos bons atletas.
Com esporte as indústrias terão maior produtividade pois esporte é saúde e quem trabalha com saúde produz mais. As universidades terão mais visibilidade, quem não gostaria de estudar em uma universidade competitiva e renomada no esporte? Por fim, o governo irá gastar menos com violência e com saúde, pois quem pratica esporte não tem tempo para cometer crimes e será mais resistente às doenças.
Tem tanta coisa, que se eu começar escrever não vou terminar o post. Mas enfim, tomara que o Brasil olhe para outros países que dão certo e abra o olho porque um país desse tamanho não pode ficar atrás de Jamaica, Bielorussia, Cuba e outros que nem sequer tem comida no prato todos os dias.
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